terça-feira, 28 de julho de 2009

A tendência continua

Com a liberação do índice S&P Case-Shiller para junho de 2009, a tendência de retomada se consolida, embora alguma cidades ainda patinem.

 

Cidade abr mai jun
  (%) (%) (%)

Phoenix - AZ

-2,23 -0,85 1,13

Los Angeles

-0,94 -0,12 1,08

San Diego

-0,09 0,44 1,55

San Francisco

0,59 1,44 3,78

Denver

1,51 1,32 2,54

Washington

0,78 1,31 2,85

Miami

-2,08 -0,81 0,54

Tampa - FL

-0,68 -0,04 0,39

Atlanta - GA

0,45 0,31 1,73

Chigago

-0,03 1,13 1,06

Boston

0,43 1,58 2,65

Detroit - MI

-1,49 0,19 -0,80

Minneapolis - MN

-0,45 1,05 3,38

Charlotte - NC

-0,51 0,94 0,72

Las Vegas

-3,48 -2,58 -1,99

New York

-1,74 0,11 0,57

Cleveland - OH

1,25 4,12 4,18

Portland - OR

-0,56 0,08 1,02

Dallas - TX

1,79 1,88 2,69

Seattle - WA

0,23 -0,28 0,38

 

À exceção de Detroit e Las Vegas, todas as outras cidades tiveram aumento no valor do metro quadrado; embora Chigago e Charlotte tenham registrado redução na variação dos últimos 12 meses.

 

case shiller - retornos anuais - 09-06

 

Em um post anterior eu esperava que a retomada efetiva, ou seja, a variação positiva para os últimos 12 meses, acontecesse ainda no ano de 2009. Em função dos dados obtidos, eu ainda acredito nessa tendência.

De qualquer maneira, parece que o caminho que estes números nos mostram, indicam que o fundo o poço realmente já ficou para trás.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Confirmação?

 

Como já dito aqui antes – e mais de uma vez – parece que o mercado imobiliário norte americano está se recuperando. De acordo com o índice S&P Case-Shiller, o mercado parece estar se ajustando e voltando a oferecer retornos anuais positivos para as unidades habitacionais.

Empresas de Real Estate nos EUA começam a divulgar números que poderiam confirmar esta tendência do mercado de residenciais unifamiliares. Neste segmento, a ZipRealty divulgou que houve uma queda de 2,1% no número de unidades à venda. É a 12a queda consecutiva.

Mas se o número de unidades à venda está diminuindo e o preço pago por elas está aumentando, como não falar em confirmação da retomada do mercado imobiliário norte americano?

Muito simples: atualmente, grande parte destas unidades residenciais unifamiliares encontra-se nas mãos dos bancos e uma tática – já mencionada por aqui – muito utilizada por eles é diminuir a oferta para que esta se equilibre com a demanda e provoque uma alta nos preços. Logo, o que estamos vendo pode ser apenas uma jogada, e não uma confirmação de retomada.

Enquanto isso, o mercado imobiliário norte americano segue sua vida; e a diminuição da oferta permite um acontecimento impensável há alguns meses: corretores estão recebendo várias ofertas de compra para uma mesma unidade.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Mercado Imobiliário Mineiro

Geralmente, quando eu me refiro ao mercado imobiliário, eu falo do mercado norte americano. Faço isso não porque é o mercado mais dinâmico e mais comentado, mas sim porque, além de ser o mais importante, é o que possui os dados mais relevantes e completos para serem analisados.

Para o mercado mineiro, mais precisamente o mercado de imóveis novos em Belo Horizonte, possuímos o trabalho desenvolvido pela Fundação IPEAD, como já comentado anteriormente. A partir desse estudo, mesmo que o mesmo apresente algumas falhas, é possível ter uma percepção a respeito do que acontece no mercado imobiliário da capital mineira.

 

ipead - mar 09

 

A princípio, a noção geral que se tem acerca do mercado imobiliário de Belo Horizonte é de alta constante, principalmente após a entrada de empresas paulistas. O gráfico acima, deflacionado tendo-se como base o IGP-M, nos mostra que esse senso comum não é o que se apresenta como realidade.

O mercado imobiliário da capital mineira vem sofrendo uma queda constante em seu valor desde quando o estudo teve início, em janeiro de 1999. Foi somente no começo de 2005 que essa tendência de queda atingiu o fundo e inverteu o movimento; transformando-se na tendência de alta que experimentamos hoje em dia. Nem mesmo a crise, no final de 2008, foi capaz de alterar essa tendência de alta.

Embora sejamos tentados a crer que os preços dos imóveis em Belo Horizonte estejam cada vez mais altos, só agora eles chegam ao patamar experimentado em 1999. Para onde eles irão? Só o tempo dirá, mas imagino que essa tendência de alta continuará; com ou sem incentivos públicos.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Más notícias

Existe uma cidadezinha, no estado de New Hampshire – USA, com uma população de apenas 75 pessoas que sempre causa alvoroço em época de eleições. Dixville Notch é famosa por sua eleição realizada à meia noite e serve de base para se identificar as intenções dos eleitores norte americanos para a eleição que acontecerá em seguida.

O mesmo acontece com os resultados da Alcoa. Os resultados da gigante do setor de alumínio é visto como um indicador da saúde econômica norte americana. O problema é que se espera que a empresa anuncie, nesta semana, mais um resultado negativo para o trimestre. Será o terceiro consecutivo.

Discussões acaloradas surgem, menos a respeito do resultado negativo da empresa do que da relação deste com a economia norte americana como um todo. À nós, resta apenas esperar para ver o que acontecerá e se essa relação, assim como tantas outras, não é apenas uma das tantas “coincidências” do mercado.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Reação?

No último post, destaquei que a luz no fim do túnel para o mercado imobiliário americano poderia estar começando a se tornar visível. Devido aos fatos recentes, a cautela era necessária. Entretanto, acredito que o mercado finalmente atingiu o fundo do poço e começa a esboçar uma reação, iniciando uma tendência de recuperação.

Segundo os dados do índice S&P Case-Shiller de abril de 2009 somente uma cidade, dentre as vinte pesquisadas, registrou queda na variação do valor dos imóveis para os últimos doze meses: Charlotte. Vale dizer também que, mesmo com esse pequeno retrocesso, Charlotte ainda registra uma variação melhor do que algumas cidades.

 

Índice S&P Case-Shiller

 

Variação Últimos 12 meses

Cidade

fev/09

(%)

mar/09

(%)

abr/09

(%)

Phoenix - AZ

-4,46

-4,52

-2,23

Los Angeles

-2,03

-1,40

-0,94

San Diego

-0,96

-1,54

-0,09

San Francisco

-3,25

-2,18

0,59

Denver

-1,72

0,11

1,51

Washington

-2,30

-1,20

0,78

Miami

-2,99

-3,51

-2,08

Tampa - FL

-2,65

-2,67

-0,68

Atlanta - GA

-2,55

-1,65

0,45

Chigago

-3,44

-3,14

-0,03

Boston

-1,30

-1,98

0,43

Detroit - MI

-3,82

-4,85

-1,49

Minneapolis - MN

-3,13

-6,25

-0,45

Charlotte - NC

-1,63

0,30

-0,51

Las Vegas

-3,65

-3,82

-3,48

New York

-1,57

-2,70

-1,74

Cleveland - OH

-4,99

-0,92

1,25

Portland - OR

-1,90

-2,12

-0,56

Dallas - TX

-0,31

-0,01

1,79

Seattle -WA

-1,46

-2,03

0,23

 

Ainda é cedo para se dizer que a recuperação identificada acima é uma realidade, mas ela se torna cada vez mais consolidada; visto que o mercado atualmente está bem diferente do que o pandemônio vivenciado em outubro de 2008.

 

S&P Case-Shiller | Composite-20

Mês

Varição Últimos 12 meses

(%)

jan/08

-2,31

fev/08

-2,62

mar/08

-2,14

abr/08

-1,29

mai/08

-0,81

jun/08

-0,49

jul/08

-0,89

ago/08

-1,05

set/08

-1,85

out/08

-2,10

nov/08

-2,31

dez/08

-2,55

jan/09

-2,80

fev/09

-2,17

mar/09

-2,22

abr/09

-0,58

 

Podemos ver pelo Composite-20 (ZPCS20R) que esse movimento já aconteceu mais de uma vez. A diferença agora é que, a princípio (eu espero), não teremos mais a crise a nos atingir no curto prazo. Acredito que já no final deste ano todas as cidades pesquisadas registrem variações positivas para os últimos 12 meses, o que quer dizer que o preço dos imóveis no mercado americano voltará a subir em breve.

A minha preocupação é que as práticas que levaram ao tombo de 2008 ainda continuam a ser realizadas.