Ainda é cedo para que se tenha uma visão mais apurada do cenário para o curto prazo. Entretanto, alguns dados já começam a sinalizar para uma mudança de tendência, pelo menos para o mercado imobiliário. Parece que para o setor no Brasil a única coisa a se dizer é que a crise realmente chegou como uma marolinha.
Segundo dados do Secovi-Sp, o volume de vendas no primeiro trimestre para a cidade de São Paulo foi de 4,8 mil unidades, contra 8,5 mil comercializadas no mesmo período de 2008. Entretanto, embora essa queda de 52,94% possa se apresentar como um grande problema; o que temos aqui é uma recuperação em movimento. Quando atentamos que o número de lançamentos no primeiro trimestre de 2009 foi de apenas 3,1 mil unidades, podemos facilmente vislumbrar que as vendas representaram 154,84% deste novo estoque. A expectativa para os próximos meses é a mais otimista possível. Parece que o fundo do poço para o segmento no Brasil já ficou para trás.
Quanto ao mercado americano, os dados são mais complexos. O Composite 20 do índice Case & Shiller encontra-se em uma indefinição. O retorno para os últimos 12 meses, embora apresente uma pequena melhora, ainda demonstra indecisão. Cidades como Los Angeles, San Diego, Washington e Las Vegas já apresentam melhoras significativas, embora o retorno anual ainda permaneça negativo. Porém, quando se analisa cidades como Phoenix, Atlanta, Chigago, Boston, Detroit, Minneapolis, New York, Cleveland, Portland, Dallas e Seattle; percebe-se que a crise imobiliárias nestas praças ainda não deu mostras de que atingiu o fundo do poço.
Resta-nos apenas esperar para ver o que acontecerá nos próximos meses. Procurarei mantê-los informados.
