terça-feira, 1 de setembro de 2009

A tendência continua

Com a liberação do índice S&P Case-Shiller para junho de 2009, a tendência de retomada se consolida, embora algumas cidades ainda patinem.


Cidade abr mai jun

(%) (%) (%)

Phoenix - AZ

-2,23 -0,85 1,13

Los Angeles

-0,94 -0,12 1,08

San Diego

-0,09 0,44 1,55

San Francisco

0,59 1,44 3,78

Denver

1,51 1,32 2,54

Washington

0,78 1,31 2,85

Miami

-2,08 -0,81 0,54

Tampa - FL

-0,68 -0,04 0,39

Atlanta - GA

0,45 0,31 1,73

Chigago

-0,03 1,13 1,06

Boston

0,43 1,58 2,65

Detroit - MI

-1,49 0,19 -0,80

Minneapolis - MN

-0,45 1,05 3,38

Charlotte - NC

-0,51 0,94 0,72

Las Vegas

-3,48 -2,58 -1,99

New York

-1,74 0,11 0,57

Cleveland - OH

1,25 4,12 4,18

Portland - OR

-0,56 0,08 1,02

Dallas - TX

1,79 1,88 2,69

Seattle - WA

0,23 -0,28 0,38

À exceção de Detroit e Las Vegas, todas as outras cidades tiveram aumento no valor do metro quadrado; embora Chigago e Charlotte tenham registrado redução na variação dos últimos 12 meses.



Em um post anterior eu esperava que a retomada efetiva, ou seja, a variação positiva para os últimos 12 meses, acontecesse ainda no ano de 2009. Em função dos dados obtidos, eu ainda acredito nessa tendência.

De qualquer maneira, parece que o caminho que estes números nos mostram, indicam que o fundo o poço realmente já ficou para trás.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

BM&FBOVESPA

Eu acompanho algumas ações, pertencentes ao índice IBOV, e fiquei curioso para saber qual a margem de crescimento que elas ainda teriam se fosse considerado o preço máximo alcançado em 2008.

 

Variação Papéis BM&FBOVESPA

 

Máxima 2008

03/08/2009

Variação

(%)

ALLL11

24,25

12,51

-48,41

AMBV4

131,30

135,58

3,26

BBDC4

40,50

30,15

-25,56

BBAS3

32,54

24,05

-26,09

CCRO3

35,86

31,00

-13,55

CMIG4

41,26

27,29

-33,86

CYRE3

29,01

19,71

-32,06

GFSA3

38,26

23,35

-38,97

GGBR4

41,55

22,50

-45,85

ITSA4

12,00

9,61

-19,92

ITAU4

50,46

34,00

-32,62

LIGT3

38,03

24,49

-35,60

NETC4

31,70

19,75

-37,70

PETR3

62,3

39,75

-36,20

PETR4

52,51

32,55

-38,01

CSNA3

84,37

49,31

-41,56

TNLP4

44,20

29,20

-33,94

USIM5

115,40

45,55

-60,53

VALE3

72,09

38,08

-47,18

VALE5

58,70

33,05

-43,70

 

Assim, na maioria dos papéis, a margem de crescimento ainda é muito grande; o que nos permite prever grandes ganhos para os investidores em 2009. É claro que os riscos em função da crise ainda em curso ainda existem, mesmo com a divulgação de vários indicadores com boas notícias.

De qualquer maneira, é grande a chance de que aquelas ações que ainda apresentam “baixa” valorização em função de seus preços em 2008, atinjam os patamares experimentados no ano passado.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Solução Habitacional?

Ontem, dia 2 de agosto, o jornal Extra do Rio de Janeiro soltou uma matéria – primeira de uma série – a respeito das condições atuais de conjuntos habitacionais desenvolvidos com recursos do Programa de Arrendamento Residencial (PAR). Embora preocupante, a realidade já é bastante conhecida.

Na cidade do Rio de Janeiro, situam-se 8.303 imóveis financiados pelo programa. São 45 empreendimentos, dos quais o Extra visitou 42. Estas foram as informações obtidas:

 

- 100% têm coleta regular de lixo;

- 99% têm escolas públicas ou particulares nas proximidades;

- 99% dos condomínios têm hidrômetro coletivo;

- 90% têm ruas asfaltadas;

- 89% têm serviços de saúde nas proximidades;

- 85% têm moradores que trabalham longe da residência;

- 85% têm abastecimento de água satisfatório;

- 83% dos condomínios têm casos de moradores que foram embora;

- 74% dos condomínios têm contratos de gaveta;

- 59% ficam distantes de supermercados;

- 57% não contam com boa oferta de comércio nas redondezas;

- 52% dos condomínios causam aumento na despesa com combustível ou passagens aos moradores;

- 50% têm serviço de “gatonet” e/ou “gatovelox”;

- 43% têm alterações na fase da rede elétrica;

- 38% têm somente um meio de transporte disponível;

- 38% têm mobiliário urbano deficiente;

- 38% têm iluminação pública deficiente;

- 38% foram entregues sem infraestrutura para instalação de rede telefônica;

- 14% têm uma boa malha de transportes públicos.

 

Os dados acima permitem uma boa avaliação a respeito da situação dos condomínios e da satisfação de seus moradores. Embora 83% não se sintam atendidos pelo programa e procurem deixar os conjuntos, outros 74% se sujeitam à situações irregulares – como os contratos de gaveta – para residirem nos imóveis disponibilizados.

O abandono e a falta de respeito também marca a trajetória destes 42 condomínios financiados pelo PAR. Inúmeras são as queixas, mas muitas famílias ainda continuam morando nas casas disponibilizadas; seja por entenderem que não vale a pena (já investiram demais no imóvel) ou porque simplesmente não têm outra opção.

Segue o link abaixo do jornal, para visualização da reportagem original:

http://extra.globo.com/

terça-feira, 28 de julho de 2009

A tendência continua

Com a liberação do índice S&P Case-Shiller para junho de 2009, a tendência de retomada se consolida, embora alguma cidades ainda patinem.

 

Cidade abr mai jun
  (%) (%) (%)

Phoenix - AZ

-2,23 -0,85 1,13

Los Angeles

-0,94 -0,12 1,08

San Diego

-0,09 0,44 1,55

San Francisco

0,59 1,44 3,78

Denver

1,51 1,32 2,54

Washington

0,78 1,31 2,85

Miami

-2,08 -0,81 0,54

Tampa - FL

-0,68 -0,04 0,39

Atlanta - GA

0,45 0,31 1,73

Chigago

-0,03 1,13 1,06

Boston

0,43 1,58 2,65

Detroit - MI

-1,49 0,19 -0,80

Minneapolis - MN

-0,45 1,05 3,38

Charlotte - NC

-0,51 0,94 0,72

Las Vegas

-3,48 -2,58 -1,99

New York

-1,74 0,11 0,57

Cleveland - OH

1,25 4,12 4,18

Portland - OR

-0,56 0,08 1,02

Dallas - TX

1,79 1,88 2,69

Seattle - WA

0,23 -0,28 0,38

 

À exceção de Detroit e Las Vegas, todas as outras cidades tiveram aumento no valor do metro quadrado; embora Chigago e Charlotte tenham registrado redução na variação dos últimos 12 meses.

 

case shiller - retornos anuais - 09-06

 

Em um post anterior eu esperava que a retomada efetiva, ou seja, a variação positiva para os últimos 12 meses, acontecesse ainda no ano de 2009. Em função dos dados obtidos, eu ainda acredito nessa tendência.

De qualquer maneira, parece que o caminho que estes números nos mostram, indicam que o fundo o poço realmente já ficou para trás.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Confirmação?

 

Como já dito aqui antes – e mais de uma vez – parece que o mercado imobiliário norte americano está se recuperando. De acordo com o índice S&P Case-Shiller, o mercado parece estar se ajustando e voltando a oferecer retornos anuais positivos para as unidades habitacionais.

Empresas de Real Estate nos EUA começam a divulgar números que poderiam confirmar esta tendência do mercado de residenciais unifamiliares. Neste segmento, a ZipRealty divulgou que houve uma queda de 2,1% no número de unidades à venda. É a 12a queda consecutiva.

Mas se o número de unidades à venda está diminuindo e o preço pago por elas está aumentando, como não falar em confirmação da retomada do mercado imobiliário norte americano?

Muito simples: atualmente, grande parte destas unidades residenciais unifamiliares encontra-se nas mãos dos bancos e uma tática – já mencionada por aqui – muito utilizada por eles é diminuir a oferta para que esta se equilibre com a demanda e provoque uma alta nos preços. Logo, o que estamos vendo pode ser apenas uma jogada, e não uma confirmação de retomada.

Enquanto isso, o mercado imobiliário norte americano segue sua vida; e a diminuição da oferta permite um acontecimento impensável há alguns meses: corretores estão recebendo várias ofertas de compra para uma mesma unidade.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Mercado Imobiliário Mineiro

Geralmente, quando eu me refiro ao mercado imobiliário, eu falo do mercado norte americano. Faço isso não porque é o mercado mais dinâmico e mais comentado, mas sim porque, além de ser o mais importante, é o que possui os dados mais relevantes e completos para serem analisados.

Para o mercado mineiro, mais precisamente o mercado de imóveis novos em Belo Horizonte, possuímos o trabalho desenvolvido pela Fundação IPEAD, como já comentado anteriormente. A partir desse estudo, mesmo que o mesmo apresente algumas falhas, é possível ter uma percepção a respeito do que acontece no mercado imobiliário da capital mineira.

 

ipead - mar 09

 

A princípio, a noção geral que se tem acerca do mercado imobiliário de Belo Horizonte é de alta constante, principalmente após a entrada de empresas paulistas. O gráfico acima, deflacionado tendo-se como base o IGP-M, nos mostra que esse senso comum não é o que se apresenta como realidade.

O mercado imobiliário da capital mineira vem sofrendo uma queda constante em seu valor desde quando o estudo teve início, em janeiro de 1999. Foi somente no começo de 2005 que essa tendência de queda atingiu o fundo e inverteu o movimento; transformando-se na tendência de alta que experimentamos hoje em dia. Nem mesmo a crise, no final de 2008, foi capaz de alterar essa tendência de alta.

Embora sejamos tentados a crer que os preços dos imóveis em Belo Horizonte estejam cada vez mais altos, só agora eles chegam ao patamar experimentado em 1999. Para onde eles irão? Só o tempo dirá, mas imagino que essa tendência de alta continuará; com ou sem incentivos públicos.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Más notícias

Existe uma cidadezinha, no estado de New Hampshire – USA, com uma população de apenas 75 pessoas que sempre causa alvoroço em época de eleições. Dixville Notch é famosa por sua eleição realizada à meia noite e serve de base para se identificar as intenções dos eleitores norte americanos para a eleição que acontecerá em seguida.

O mesmo acontece com os resultados da Alcoa. Os resultados da gigante do setor de alumínio é visto como um indicador da saúde econômica norte americana. O problema é que se espera que a empresa anuncie, nesta semana, mais um resultado negativo para o trimestre. Será o terceiro consecutivo.

Discussões acaloradas surgem, menos a respeito do resultado negativo da empresa do que da relação deste com a economia norte americana como um todo. À nós, resta apenas esperar para ver o que acontecerá e se essa relação, assim como tantas outras, não é apenas uma das tantas “coincidências” do mercado.