terça-feira, 4 de agosto de 2009

BM&FBOVESPA

Eu acompanho algumas ações, pertencentes ao índice IBOV, e fiquei curioso para saber qual a margem de crescimento que elas ainda teriam se fosse considerado o preço máximo alcançado em 2008.

 

Variação Papéis BM&FBOVESPA

 

Máxima 2008

03/08/2009

Variação

(%)

ALLL11

24,25

12,51

-48,41

AMBV4

131,30

135,58

3,26

BBDC4

40,50

30,15

-25,56

BBAS3

32,54

24,05

-26,09

CCRO3

35,86

31,00

-13,55

CMIG4

41,26

27,29

-33,86

CYRE3

29,01

19,71

-32,06

GFSA3

38,26

23,35

-38,97

GGBR4

41,55

22,50

-45,85

ITSA4

12,00

9,61

-19,92

ITAU4

50,46

34,00

-32,62

LIGT3

38,03

24,49

-35,60

NETC4

31,70

19,75

-37,70

PETR3

62,3

39,75

-36,20

PETR4

52,51

32,55

-38,01

CSNA3

84,37

49,31

-41,56

TNLP4

44,20

29,20

-33,94

USIM5

115,40

45,55

-60,53

VALE3

72,09

38,08

-47,18

VALE5

58,70

33,05

-43,70

 

Assim, na maioria dos papéis, a margem de crescimento ainda é muito grande; o que nos permite prever grandes ganhos para os investidores em 2009. É claro que os riscos em função da crise ainda em curso ainda existem, mesmo com a divulgação de vários indicadores com boas notícias.

De qualquer maneira, é grande a chance de que aquelas ações que ainda apresentam “baixa” valorização em função de seus preços em 2008, atinjam os patamares experimentados no ano passado.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Solução Habitacional?

Ontem, dia 2 de agosto, o jornal Extra do Rio de Janeiro soltou uma matéria – primeira de uma série – a respeito das condições atuais de conjuntos habitacionais desenvolvidos com recursos do Programa de Arrendamento Residencial (PAR). Embora preocupante, a realidade já é bastante conhecida.

Na cidade do Rio de Janeiro, situam-se 8.303 imóveis financiados pelo programa. São 45 empreendimentos, dos quais o Extra visitou 42. Estas foram as informações obtidas:

 

- 100% têm coleta regular de lixo;

- 99% têm escolas públicas ou particulares nas proximidades;

- 99% dos condomínios têm hidrômetro coletivo;

- 90% têm ruas asfaltadas;

- 89% têm serviços de saúde nas proximidades;

- 85% têm moradores que trabalham longe da residência;

- 85% têm abastecimento de água satisfatório;

- 83% dos condomínios têm casos de moradores que foram embora;

- 74% dos condomínios têm contratos de gaveta;

- 59% ficam distantes de supermercados;

- 57% não contam com boa oferta de comércio nas redondezas;

- 52% dos condomínios causam aumento na despesa com combustível ou passagens aos moradores;

- 50% têm serviço de “gatonet” e/ou “gatovelox”;

- 43% têm alterações na fase da rede elétrica;

- 38% têm somente um meio de transporte disponível;

- 38% têm mobiliário urbano deficiente;

- 38% têm iluminação pública deficiente;

- 38% foram entregues sem infraestrutura para instalação de rede telefônica;

- 14% têm uma boa malha de transportes públicos.

 

Os dados acima permitem uma boa avaliação a respeito da situação dos condomínios e da satisfação de seus moradores. Embora 83% não se sintam atendidos pelo programa e procurem deixar os conjuntos, outros 74% se sujeitam à situações irregulares – como os contratos de gaveta – para residirem nos imóveis disponibilizados.

O abandono e a falta de respeito também marca a trajetória destes 42 condomínios financiados pelo PAR. Inúmeras são as queixas, mas muitas famílias ainda continuam morando nas casas disponibilizadas; seja por entenderem que não vale a pena (já investiram demais no imóvel) ou porque simplesmente não têm outra opção.

Segue o link abaixo do jornal, para visualização da reportagem original:

http://extra.globo.com/