Ontem, dia 2 de agosto, o jornal Extra do Rio de Janeiro soltou uma matéria – primeira de uma série – a respeito das condições atuais de conjuntos habitacionais desenvolvidos com recursos do Programa de Arrendamento Residencial (PAR). Embora preocupante, a realidade já é bastante conhecida.
Na cidade do Rio de Janeiro, situam-se 8.303 imóveis financiados pelo programa. São 45 empreendimentos, dos quais o Extra visitou 42. Estas foram as informações obtidas:
- 100% têm coleta regular de lixo;
- 99% têm escolas públicas ou particulares nas proximidades;
- 99% dos condomínios têm hidrômetro coletivo;
- 90% têm ruas asfaltadas;
- 89% têm serviços de saúde nas proximidades;
- 85% têm moradores que trabalham longe da residência;
- 85% têm abastecimento de água satisfatório;
- 83% dos condomínios têm casos de moradores que foram embora;
- 74% dos condomínios têm contratos de gaveta;
- 59% ficam distantes de supermercados;
- 57% não contam com boa oferta de comércio nas redondezas;
- 52% dos condomínios causam aumento na despesa com combustível ou passagens aos moradores;
- 50% têm serviço de “gatonet” e/ou “gatovelox”;
- 43% têm alterações na fase da rede elétrica;
- 38% têm somente um meio de transporte disponível;
- 38% têm mobiliário urbano deficiente;
- 38% têm iluminação pública deficiente;
- 38% foram entregues sem infraestrutura para instalação de rede telefônica;
- 14% têm uma boa malha de transportes públicos.
Os dados acima permitem uma boa avaliação a respeito da situação dos condomínios e da satisfação de seus moradores. Embora 83% não se sintam atendidos pelo programa e procurem deixar os conjuntos, outros 74% se sujeitam à situações irregulares – como os contratos de gaveta – para residirem nos imóveis disponibilizados.
O abandono e a falta de respeito também marca a trajetória destes 42 condomínios financiados pelo PAR. Inúmeras são as queixas, mas muitas famílias ainda continuam morando nas casas disponibilizadas; seja por entenderem que não vale a pena (já investiram demais no imóvel) ou porque simplesmente não têm outra opção.
Segue o link abaixo do jornal, para visualização da reportagem original:

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