Geralmente, quando eu me refiro ao mercado imobiliário, eu falo do mercado norte americano. Faço isso não porque é o mercado mais dinâmico e mais comentado, mas sim porque, além de ser o mais importante, é o que possui os dados mais relevantes e completos para serem analisados.
Para o mercado mineiro, mais precisamente o mercado de imóveis novos em Belo Horizonte, possuímos o trabalho desenvolvido pela Fundação IPEAD, como já comentado anteriormente. A partir desse estudo, mesmo que o mesmo apresente algumas falhas, é possível ter uma percepção a respeito do que acontece no mercado imobiliário da capital mineira.
A princípio, a noção geral que se tem acerca do mercado imobiliário de Belo Horizonte é de alta constante, principalmente após a entrada de empresas paulistas. O gráfico acima, deflacionado tendo-se como base o IGP-M, nos mostra que esse senso comum não é o que se apresenta como realidade.
O mercado imobiliário da capital mineira vem sofrendo uma queda constante em seu valor desde quando o estudo teve início, em janeiro de 1999. Foi somente no começo de 2005 que essa tendência de queda atingiu o fundo e inverteu o movimento; transformando-se na tendência de alta que experimentamos hoje em dia. Nem mesmo a crise, no final de 2008, foi capaz de alterar essa tendência de alta.
Embora sejamos tentados a crer que os preços dos imóveis em Belo Horizonte estejam cada vez mais altos, só agora eles chegam ao patamar experimentado em 1999. Para onde eles irão? Só o tempo dirá, mas imagino que essa tendência de alta continuará; com ou sem incentivos públicos.

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